O Hotel Brasil tem site na Internet e lá você tem mais informações. E sobre as suas águas milagrosas tivemos um Globo Repórter que fez excelente matéria à respeito.

 

 

Saímos do Rio de Janeiro bem cedinho. Aliás, pela ansiedade, minha e da Mergulhinha, acordamos às 4 da madrugada e em meia hora estávamos na Avenida Brasil, em direção à Rodovia Dutra. Ao amanhecer passávamos por Resende, depois Itatiaia e o segundo pedágio já atentos à saída para as Estâncias Hidrominerais.

 

 

Então pegamos uma serra com a estrada estreita e de mão dupla, mas como era cedo ainda, não havia muito trânsito. Um pouco de chuva fina por todo o tempo e uma neblina na serra, mas nada preocupante.

 

 

Um GPS ajuda muito principalmente na volta, na descida da Serra das Araras onde foram colocados muitos portais com radares para velocidades de 40 km, sem ajuda do GPS, teríamos recebido muitas multas, pois os radares são novos naqueles lugares.

 

 

Às nove já estávamos em São Lourenço e fomos direto para o Parque das Águas. Caxambu ficaria alguns quilômetros adiante.

 

 

A história do parque se confunde com a história de São Lourenço. As águas minerais já eram conhecidas desde o início do Século XIX.

 

 

Nessa época, na extensa fazenda de João Francisco Viana, seu filho, Antônio Francisco Viana, descobriu uma nascente de água pura diferente: naturalmente gasosa e muito cristalina. A notícia logo se espalhou e as diversas curas atribuídas ao uso das águas chegaram aos ouvidos do Comendador Bernardo Saturnino da Veiga que adquiriu estas terras em 1890. A partir daí, nasceu a Cia. De Águas Minerais São Lourenço, batizada com este nome em homenagem a seu pai, o Tte. Cel. Lourenço Xavier da Veiga. Em 1905, Afonso França adquiriu esses terrenos introduzindo maquinário, construindo prédios para engarrafamento, depósitos e oficinas, promovendo ainda mais o nome da cidade. Atualmente a Água Mineral de São Lourenço é distribuída pela Nestlé Waters, sendo considerada uma das melhores águas minerais do mundo.

 

 

As Fontes em São Lourenço (no Parque) são em número de oito:

 

Fonte n. 1 - Oriente – Gasosa

Utilizada em distúrbios renais, digestivos e em certos tipos de intoxicações, a água desta fonte é engarrafada e comercializada, sendo a marca mais tradicional do Brasil: a Água Mineral São Lourenço.

 

Fonte n. 2 - Andrade Figueira – Magnesiana

Utilizada em problemas hepáticos e da visícula biliar, e em certas alterações do intestino grosso. É contra indicada em úlcera pélptica.

 

Fonte n. 3 - Vichy – Alcalina

Alcalina gasosa, ferrobicarbo-natada mista. Só existe outra fonte desta no mundo, que fica em Vichy na França. Utilizada em problemas gástricos, da vesícula biliar, e problemas renais.

 

Fonte n. 4 – Ferruginosa

Utilizada em tratamento de anorexia, anemia e astenia. Seu uso deve ser cauteloso pois produz cólicas.

 

Fonte n. 5 – Alcalina

Utilizada em úlceras gastroduodenais, dá grande alívio na hipercloridria,  tem grande indicação na uricenía, auxiliando na eliminação do ácido úrico e cálculos renais.

 

Fonte n. 6 - Jaime Souto Mayor – Sulfurosa

É laxativa, indicada para colites crônicas e pós-infeccioas, diabetes, alergias e doenças do colágeno. O gás expelido desta fonte é usado em casos de sinusite e problemas respiratórios.

 

Fonte n. 7 Bis - Parque II

É laxativa, indicada para colites crônicas e pós-infeccioas, diabetes, alergias e doenças do colágeno. O gás expelido desta fonte é usado em casos de sinusite e problemas respiratórios.

 

Fonte n. 8 - José Carlos de Andrade – Carbogasosa

Utilizada no tratamento da hipertensão, depressão e estresse.

 

O Parque, de propriedade do Grupo Nestlê é muito bem conservado. As fontes todas bem instaladas e com placas de acrílico novas com as informações de cada uma.

 

 

Em ambos os Parques (S. Lourenço ou Caxambu) temos um lago, sanitários gratuitos e belos jardins. Mas as semelhanças terminam aí. Em São Lourenço temos muitas lojas e um excelente restaurante onde, em viagens anteriores, já degustamos um bom leitãozinho à pururuca, típico prato da cozinha mineira.

 

 

Na parte mais nova, cruzando por uma ponte sob a rua, temos um Jardim Japonês ainda com as árvores muito novas, em formação e mais ao fundo, um balneário com chuveiros de água mineral ao lado de um bar.

 

 

 

Além das águas, a fonte sulfurosa tem um cano por onde saem fortes gases. Após a visita ao parque onde bebemos de todas as Fontes, a Mergulhinha não resistiu e foi a uma feirinha de artesanato e roupas na rua lateral do Parque, ao lado do Hotel Brasil.

 

 

Enquanto eu comprava doces (famosos Doces da Vovó) e queijos ela comprava uma blusa e saiu aborrecida pois a senhora que a atendeu, furtou seu óculos de sol que trouxera de Buenos Aires. Não adiantava ficar batendo boca já que a tal senhora, descaradamente dissera que nem vira a baixinha entrando com os óculos (que segurou enquanto experimentava a blusa) que aparecem nas fotos...

 

 

Seguimos viagem para Caxambu!

 


 

Joomlashack