Os naufrágios do Itagiba e do Baependi, que levavam duas Baterias para o nordeste na Segunda Guerra, torpedeados que foram pelo submarino nazista U-507 ocorreram em agosto de 42, mas o 21 GAC estava empregado nas Olimpíadas e Paralimpíadas até 19 de Setembro... A brilhante solução dada pelo Comandante, Tenente Coronel de Artilharia Frederico Otávio Sawaf BATOULI foi juntar aquela cerimônia com a do Primeiro Tiro de Artilharia na FEB (19 SET 44) comemorando em conjunto hoje, 22 de setembro. As emoções e novidades estavam só começando...

 

 

 


Cerimônia dos Náufragos e
Primeiro Tiro da Artilharia na FEB

 

 

Os naufrágios do Itagiba e do Baependi, que levavam duas Baterias para o nordeste na Segunda Guerra, torpedeados que foram pelo submarino nazista U-507 ocorreram em agosto de 42, mas o 21 GAC estava empregado nas Olimpíadas e Paralimpíadas até 19 de Setembro... 

A brilhante solução dada pelo Comandante, Tenente Coronel de Artilharia Frederico Otávio Sawaf BATOULI foi juntar aquela cerimônia com a do Primeiro Tiro de Artilharia na FEB (19 SET 44) comemorando em conjunto hoje, 22 de setembro.

 As emoções e novidades estavam só começando...

Dentre os veteranos da FEB presentes, o Tenente Israel ROSENTHAL era o mais antigo.

E presente também o escritor do livro U-507 (BIBLIEx, 2012), o submarino que torpedeou todos estes navios cujos naufrágios são anualmente lembrados, Sr. MARCELO MONTEIRO que ontem, ali no Centro de Convenções do 21º GAC, proferiu palestra sobre o livro e os afundamentos...


Foto da palestra do autor no dia anterior...

Apesar de eu ter divulgado nas Redes Sociais o Convite ninguém do meu grupo de amigos foi ontem assistir à brilhante palestra do escritor do livro U-507, Marcelo Monteiro, sobre os torpedeamentos na costa brasileira, lá no Centro de Convenções do 21º GAC...o livro pode ser adquirido no site da BIBLIEx....

Presente como sempre, a Senhora Ivone Tramontin viúva do Capitão Tramontin, sobrevivente do naufrágio do Itagiba

Hoje, uma das sobreviventes ao afundamento, estava presente na cerimônia em memória dos náufragos... Uma outra menina se salvou numa caixa de Leite Moça...

 

Walderez Cavalcante. Os jornais divulgaram muito na época.

E o autor conseguiu há alguns anos, fazer o reencontro das então duas meninas, Walderez e Vera Beatriz, a primeira morando no nordeste e esta última hoje presente numa cadeira de rodas...

Muitos Oficiais Generais e antigos Comandantes presentes.

 

Na hora combinada, as Honras Militares foram prestadas ao General de Exército João Camilo Pires de CAMPOS, Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, maior autoridade da ativa presente, que, ao ter a tropa lhe apresentada pelo capitão S/1 do Grupo, elegantemente mandou aguardar e pediu autorização ao General Pacheco, antigo integrante do Alto Comando do Exército e o mais antigo presente.

A Guarda Bandeira com uniformes da Segunda Guerra Mundial, se colocou diante do palanque e foi prestada a continência enquanto a Banda da AD/1 executava o Hino Nacional Brasileiro.

Depois a tropa entoou a canção do Expedicionário não sem antes ser dado o toque de Presença de Ex-Combatentes. 

O belo monumento aos naufrágios do Itagiba e Baependi estava guarnecido por Cadetes do 2º ano do Curso de Artilharia da AMAN e depois que o Major Glauber fez uma alocução sobre os acontecimentos daquela época, o Tenente Coronel BATOULI convidou os Generais CAMPOS e PACHECO, acompanhados da Sra VERA BEATRIZ, sobrevivente, da Sra MARÍLIA, filha do Tenente DÁLVARO e a Sra Ivone, esposa do Capitão TRAMONTIN a colocarem uma corbelha de flores no monumento. A seguir, foi executado pela primeira vez em uma solenidade o dobrado “Náufragos”, de autoria do 1º Tenente TALINA, Mestre da Banda da AD/1. 

Havia nele um espadim de Cadetes sobre uma almofada. Sua história nos remete ao ano anterior, quando o Tenente DÁLVARO ainda vivia... 

 

 

O 21º Grupo de Artilharia de Campanha, que tinha a denominação de 2/1º Regimento de Obuses Autorebocados integrou a Força Expedicionária Brasileira, enquadrado na Artilharia Divisionária, e realizou, em solo italiano, o primeiro tiro da Artilharia brasileira na Segunda Guerra Mundial. Um dos heróis que morreu no naufrágio do navio Itagiba, em 17 de agosto de 1942, foi o Primeiro Tenente Alípio Napoleão de Andrada Serpa. No desejo de salvar a todos os seus comandados, morreu tragado pelo oceano, vítima da ação cruel e covarde dos nazistas.

 

 

O desassombro do Tenente Alípio Serpa, brioso Oficial do nosso glorioso Exército, ficou como um belo exemplo para todos os brasileiros. Enquanto o navio afundava, um soldado encontrava-se transtornado em busca de um salva-vidas. Ao vê-lo, o TenenteSerpa disse: “- Calma Figueiredo, muita calma!” e entregou o seu próprio salva-vidas para o soldado dizendo “sairei depois de todos os meus soldados, fique com o salva-vidas.” Quando foi cadete na Academia Militar, o Tenente Serpa usou o espadim de nº 289, o qual foi retirado de circulação “em virtude de ato de bravura por ele praticado, por ocasião do torpedeamento do navio Itagiba”.

 

 

Tal peça foi recolhida ao museu escolar com a ficha respectiva, sendo nela inscritas, em letras vermelhas, o motivo que determinou sua retirada de circulação. Em 15 de agosto de 2013, o espadim foi doado pela AMAN ao 21º GAC, passando a integrar o acervo histórico do Grupo Monte Bastione.

Já de volta a este ano de 2016, ao final desta solenidade, a Sra MARÍLIA, filha do Tenente DÁLVARO José de Oliveira, outro sobrevivente dos afundamentos do Itagiba e Arará, sempre presente nestas cerimônias e falecido recentemente, fez entrega ao Comandante do Capacete usado na guerra por seu pai, para o acervo do Grupo, outro momento de muita emoção.

A tropa, sobre a muralha do Forte, fez salvas em memória dos mortos...

Em seguida já se aproximando da hora do histórico tiro da FEB, 14:22 h, O Major Glauber fez um breve relato. 

Á direita, no lado oposto ao Monumento aos Naufrágios e tendo à frente do palanque o Monumento ao Grupo que foi à FEB com o tubo deste Obuseiro famoso pelo primeiro tiro, um Obuseiro de 105 mm estava guarnecido com uniformes de época. 

A locução teve narrativas de rádio com os comandos daquela histórica ocasião, dos arquivos da Unidade. 

Para dar o Comando de “FOGO !”, representando o Comandante da Linha de Fogo da 1ª Bateria de Obuses,  foi convidado o General CAMPOS. Para realizar o disparo na Peça Monte Bastione, foi convidado o veterano Cabo Reynaldo PONTAROLLI.

O Cabo PONTAROLLI era o Cabo Apontador (C1) da Peça de dezembro de 1944 até o final da Campanha na Itália.


Foto dele (assinalado) em 1944. 

Ele veio de Curitiba especialmente para o evento, tendo conhecido o atual Capitão de sua Bateria na Guerra, assistido a Palestra sobre o livro U-507, almoçado com integrantes da OM, recebido do Grupo um diploma de participação e ter visitado os históricos Fortes do Pico e São Luís.

 

16 SET 1944 - Precisamente às 14 horas e 22 minutos foi lançado contra o inimigo nazista o primeiro tiro da artilharia brasileira fora do continente sul-americano, atingindo com precisão o objetivo previsto: Massarosa. Era o primeiro dos milhares de tiros disparados pela nossa Artilharia Expedicionária no Teatro de Operações da Itália.

Depois ouvimos as palavras do Tenente Coronel BATOULI, Comandante do 21 GAC e estava terminada a presente cerimônia. 

 Ao final, assistimos a uma demonstração da Banda Brazilian Pipers, já tradição no 21 GAC e vimos uma exposição no refeitório onde aconteceu uma grande confraternização. 

 

 

 


 Veja também como foi:

A tristemente linda Cerimônia dos Náufragos

 

 

Joomlashack