Atendendo a convite do Coronel Omar, Comandante do Centro de Instrução de Operações Especiais, fui assistir a formatura da turma 2016/1 de FE. Cheguei cedo e encontrei o Cel Omar com o General Schwingel, Comandante do COPESP, de Goiânia, que em 27 de setembro último estivemos em sua assunção de Comando naquela capital. O Coronel Omar explicou que dos 17 que ingressaram no curso, apenas 9 oficiais e 2 Sargentos conseguiram se formar operadores de Forças Especiais.

 

 


Atendendo a convite do Coronel Omar, Comandante do Centro de Instrução de Operações Especiais, fui assistir a formatura da turma 2016/1 de FE.

Cheguei cedo e encontrei o Cel Omar com o General Schwingel, Comandante do COPESP, de Goiânia, que em 27 de setembro último estivemos em sua assunção de Comando naquela capital.

O Coronel Omar explicou que dos 17 que ingressaram no curso, apenas 9 oficiais e 2 Sargentos conseguiram se formar operadores de Forças Especiais.

Como sabem, é o curso mais puxado do Exército Brasileiro, com duração de 60 dias.

Inicialmente o candidato tem de fazer o Curso de Ações de Comandos.

Saindo Comandos, ingressa na Brigada Paraquedista para aprender a saltar.

Já Comandos e Paraquedista, está então apto a cursar o de Forças Especiais. Como disse, cheguei muito cedo e acompanhei o Cel Omar e o Gen Schwingel durante algum tempo.

Depois o General foi até onde estavam os formandos conversar com eles e fui procurar os amigos que estavam chegando.

O primeiro que encontrei foi o Major Albuquerque, que conheço desde Tenente quando era instrutor do Curso de Cavalaria no CPOR/RJ.  

Depois o Capitão Médico Maia (o da esquerda na foto acima), Chefe do Serviço de Saúde do CIOPESP e que ficou conhecido por uma foto que circulou na Internet de quando era médico do CPOR/RJ e saiu correndo e carregando nas costas um Aluno que caíra durante a formatura no acampamento, aqui mesmo neste aquartelamento, na época, do 21 GAC.

A beleza desta praia conheço desde 1965 quando vim servir aqui na então 1ª/1º GACosM.

Com a mudança numa época de vacas magras, muita coisa ainda está improvisada em barracas como podemos ver...

Começou um Culto Ecumênico...

E em Comandos ou Forças Especiais, temos embates e baixas e há um singelo monumentos aos bravos que tombaram...

E perto da hora combinada começaram a chegar mais amigos e autoridades...

 

Chegou o Ten Cel Pimentel, o corintiano Subcomandante do 21 GAC...

E também os Coronéis Simão e Batouli, antigo e atual Comandantes deste soberbo aquartelamento (21 GAC).

E o Major CID, que junto com o Albuquerque, estão cursando a ECEME...  

Junto com o General Schwingel (atual Cmt do COPESP) vinha o General Arruda da DESMil, mas também, antigo Comandante do Comando de Operações Especiais de Goiânia... Gorros pretos. 

Fui olhar os presentes que receberam os dois militares, um Oficial e um Sargento, destaques do Curso.

 

E começou a formatura, presidida pelo General Mattos do STM, também ex-Comandante do CIOPESP, a quem foram prestadas as Honras Militares.  

 

Na sequencia, o Cel Mitre, Subcomandante do CIOPESP  apresentou a tropa...

Logo vieram correndo o grupamento de formandos, de 17 (no início do Curso) agora reduzido a apenas 11.

Os dois destaques receberam os breves do General Mattos e Schwingel, os presentes, e depois os familiares, madrinhas e padrinhos, foram pregar no uniforme os dos demais.

Ouvimos então as palavras do Coronel Omar, Comandante do CIOPESP que falou sobre a carga horária, dos concludentes e das missões que o Brasil espera deles.

Depois, as palavras do Gen Ex Luiz Carlos Gomes Mattos do STM, também gorro preto.  

E no desfile que encerrou a solenidade, os antigos integrantes do CIOPESP, com o General Mattos à frente, desfilaram diante da tropa.  

 

 

A FACA NA CAVEIRA – Curso de Ações de Comandos (do site oficial do CIOPESP)

Este é o símbolo da tropa de comandos do brasil. A caveira simboliza a morte, que está sempre presente em uma ação de comandos. A faca com a lâmina vermelha significa o sigilo de uma missão dos comandos e o sangue derramado pelos combatentes. O fundo verde representa as matas do Brasil, e o negro é a noite escura, momento ideal para a execução de uma ação de comandos. 

 

No Brasil, no século XVII, por volta do ano de 1624, durante as invasões holandesas, os colonos nativos foram levados a estruturar um sistema de defesa peculiar. Da união de civis e militares, sob o comando do Bispo Dom Marcus Teixeira, organizaram-se as “Companhias de Emboscadas”. Dentre os muitos brasileiros que participaram nas ações contra os invasores, destacou-se o Capitão Francisco Padilha. Brasileiro nativo participou de diversos enfrentamentos contra os flamengos (holandeses). Emboscou pessoalmente o governador holandês Van Dorth, ferindo-o e derrubando-o do cavalo para, em seguida, a pé e em rápida ação, degolá-lo com um golpe único. Por seus feitos heroicos na defesa da Pátria e por ser considerado um dos pioneiros das atividades tipo “Comandos” no Exercito Brasileiro, o Capitão Francisco Padilha foi escolhido como patrono dos Comandos. O Curso de Comandos surgiu da criação do Estagio de Comandos dentro do currículo do Curso de Forças Especiais. Na época, isso visava facilitar a participação de não paraquedistas. Foi feito a partir do currículo do “Ranger Curse” – Departamento de Rangers em Fort Bening, Geórgia. Só depois de alguns anos é que foi destacado como um curso independente.

 

O Comandos tem como missão realizar ações de captura, resgate, eliminação, interdição e ocupação de alvos compensadores do ponto de vista estratégico, operacional ou tático, situado em área hostil ou sob controle do inimigo, em tempos de paz, crise ou conflito armado, visando contribuir com a consecução de objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares.           Para cumprir tais missões, o batalhão é moldado de forma a ter garantidas as seguintes possibilidades: - realizar infiltrações e exfiltrações terrestres, aéreas e aquáticas; - atuar em qualquer ambiente operacional, particularmente em regiões semi-áridas, de montanha, de planalto e de selva; -Conduzir o fogo terrestre, aéreo e naval; - participar em conjunto com outras FOpEsp, de operações contraterrorismo e de guerra irregular; - realizar operações contra forças irregulares; - realizar operações de reconhecimento especial, principalmente em proveito próprio; -realizar outras operações de inteligência de combate; -assessorar outras forças quanto ao emprego dos elementos operacionais de comandos.

 

Curso de Forças Especiais

 

 

O SÍMBOLO DAS FORÇAS ESPECIAIS (do site oficial do CIOPESP)

É uma combinação de ramos curvos e retos que se aproxima da forma triangular. Tem o fundo preto simbolizando a predominância da atuação noturna nas operações. O pára-quedas aberto, estilizado, com cinco linhas simbolizando as quatro armas e um serviço, existente na época (infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia e intendência). A mão enluvada significa a impessoalidade ou anonimato da ação violenta, expressa pela faca com a lâmina em sangue. Faixa com dizeres “forças especiais”, acolhendo os elementos do distintivo. Debrum de contorno todo em dourado.  

 

Onde e quando se deu o primeiro Curso de Operações Especiais? Na Vila Militar, dentro do então Núcleo de Divisão Aeroterrestre. Claro que houve diversas instruções em outros locais, mas a sede daquele primeiro curso foi junto da atual Brigada Paraquedista. O inicio do período de formação foi em 02 de dezembro de 1957. O término em 13 de março de 1958. Houve um período de aplicação, de 02 de junho de 1958 a 04 de julho de 1958. Após estudar o que havia sido mostrado nos Estados Unidos a respeito do curso “Ranger” e, principalmente, do Batalhão de “Special Forces”, a nova comissão organizou o currículo do Curso de Operações Especiais. Este, depois de devidamente estudado e alterado pelo Estado Maior do Núcleo, foi posto em execução a 02 de dezembro de 1957. Como se tratava de um curso ainda em caráter experimental, tivemos de fazer inúmeras alterações no que estava previsto. O civil Hélio Gracie, apresentado por um capitão, orientou as instruções de lutas, ataque e defesa. Os dois já treinavam juntos e o Capitão passou a ministrar as instruções utilizando aquela técnica de combate. Todos eles foram submetidos a exame de saúde e teste físico, sendo avaliadas as condições de força, vigor, agilidade, resistência e coordenação motora. Muita gente se apresentou para os testes, mas nem todos atingiram os índices. Como era algo inteiramente novo o espirito que dominava os candidatos era o de um entusiasmo “aventureiro”, todos sedentos pela novidade e querendo ampliar sua capacitação profissional. Eram novos horizontes... Propusemos a criação do Destacamento de Operações Especiais. Na pratica, o que ocorreu foi que o pessoal foi distribuído pelas Unidades, ficando em condições de ser mobilizado a qualquer momento.

 

 

Os Operadores de Forças Especiais são especialistas em Guerra Não Convencional, Reconhecimento Especial, Operações Contra Forças Irregulares e Contraterrorismo. Organizam-se em Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp), podendo ser empregados em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis. O DOFEsp é capaz de estabelecer e cultivar laços de confiança com a população local a despeito das barreiras culturais, apoiando ou evitando uma confrontação militar formal, com repercussões nos níveis político e estratégico do conflito. Os Forças Especiais são caracterizados por serem um grupo de elite de altíssimo desempenho que cumpre missões e tarefas em áreas profundas, além das capacidades das forças convencionais. Estas frações são exclusivamente especializadas, organizadas, equipadas e empregadas de acordo com as seguintes condicionantes: - capacitação em línguas estrangeiras; - compatibilidade étnico-cultural com a região de emprego; - habilidade de percepção dos traços culturais locais; - preparação para adaptar-se ao contexto político local; - especialização em mediação e negociação; - capacitação para operar de forma autônoma em ambientes hostis, negados e politicamente sensíveis; - proficiência na coordenação interagências; e - proficiência na aplicação de avançadas tecnologias.

 

 

Canção dos Comandos

Exército Brasileiro

  

 

Na paz ou na guerra sempre há
Um comandos preparado para lutar
Se a pátria lhe pedir está pronto para partir
Não importa o lugar
Na selva, na montanha ou no mar
Onde seja necessário atuar
Surge do céu seu braço forte
Se preciso enfrenta a morte
Sua estrela há de brilhar

O céu é seu abrigo
O solo o seu colchão
à retaguarda do inimigo
levar a morte e grande confusão

Surpresa e sorte natural
Acompanham a caveira e o punhal
Quando a chuva for intensa
E a escuridão imensa é a hora ideal
O rosto dos comandos ninguém vê
Suas garras quem sentir não viverá
O ataque é mortal com destruição total
A missão se cumprirá

O céu é seu abrigo
O solo o seu colchão
na retaguarda do inimigo
leva a morte e grande confusão

FORÇA, COMANDOS, BRASIL!

 

 

Canção do CIOpEsp

Canção do CIOPESP

Letra: Cap Frederico Chaves Salóes do Amor

Música do Cap Músico João Carlos Talina

 

Nasceu do sonho de ousados pioneiros,

Um curso diferente dos demais!

E o Coronel Gilberto, nosso líder condoleiro,

Combatente Zero Um das Operações Especiais!

 

Centro de Instrução de Operações Especiais!

Nascente de guerreiros, audazes e leais...

Onde se ensina uma profissão de fé...

Berço dos Comandos e das Forças Especiais!

 

Camboatá, o nosso forte legendário!

O mito da caveira e o seu Punhal...

És a Escola da Elite do Exército Brasileiro!

A temível Luva Banca e sua adaga magistral...

 

Centro de Instrução de Operações Especiais!

Nascente de guerreiros, audazes e leais...

Onde se ensina uma profissão de fé...

Berço dos Comandos e das Forças Especiais!

 

O caçador, mergulhador, paraquedista!

Se formando, à cumprir missão real...

Nos céus e nas montanhas, nas florestas e nos mares

Em defesa do Brasil, sua integridade nacional!

 

Centro de Instrução de Operações Especiais!

Nascente de guerreiros, audazes e leais...

Onde se ensina uma profissão de fé...

Berço dos Comandos e das Forças Especiais!

 

Comandos! Força! Brasil!

 

 

 

 


 

Joomlashack