Voltar ao sítio histórico do Forte Barão do Rio Branco onde hoje mora o 21º Grupo de Artilharia de Campanha, para mim que servi assim que recém-promovido a Segundo Tenente (1966), é sempre uma emoção forte.

Quem é militar, vai entender.

E como por isso, tenho o hábito de chegar muito cedo, tive o privilégio e a sorte de ser convidado para as despedidas informais do General Katibe aos ST, SGT e Oficiais do Grupo. Logo que estacionei, já nas novíssimas instalações alojamento – o Grupo permaneceu uns sete anos alojados provisoriamente em barracas de campanha com a ida do CIOpEsp para o Imbuí, encontrei (como sempre) o Tenente Henrique, já no sétimo dos oito anos que um Oficial Temporário pode ficar na ativa.

Depois encontrei o meu amigo Major Backer, hoje Subcomandante, mas que conheci ainda Capitão S/3 e fomos até o alojamento onde se daria a despedida.

Logo chegou o General Katibe acompanhado do Tenente Coronel Julio, Comandante do 21 GAC.  

A reunião era informal e sempre cercada de emoção, pois na próxima terça-feira, o General Katibe passa o Comando da AD/1 na também histórica Fortaleza de Santa Cruz da Barra.

E portanto, não gravei, mas as informações que o Chefe prestava a seus subordinados eram importantes e muito relevantes.

 

 

 

 

A quantidade imensa de atividades de GLO atrapalharam sobremaneira a instrução da tropa.

 

As autoridades civis (isso é fala minha, não do Chefe) não faz a mínima ideia do que é a vida no Quartel, notadamente no Exército e em função do Serviço Militar Obrigatório.

Todos os anos chegam recrutas, completamente crus até no comportamento ou modo de falar e passam os primeiros 30 dias em adaptação ao vida da caserna. Impossível dar uma arma e levar para as ruas para confronto com o que quer que seja.

 

Depois vem um período de instrução básica, muita ginástica (preparo físico), ordem unida (aprender a marchar) e só então vem o período mais importante na vida do militar, a sua formação para combate que, no caso deste Grupo de Artilharia, é ensinar a lidar com os Obuseiros (canhões que fazem o tiro indireto, normalmente abrigados atrás de montanhas), pontaria e toda a sua complexidade.

E, voltando as despedidas do General Katibe, ele falou que com tantos GLO e atividades de Segurança Pública, o tempo de preparo da tropa para o tiro real foi insuficiente, mas, mesmo assim, ele se disse orgulhoso do sucesso da participação do Grupo em uma série de tiros reais no Campo de Tiro da AMAN, na Operação Sentinela Alerta.

Recebeu ao final do Comandante, TC Julio e seus comandados uma pequena lembrança qe com certeza usará nova missão no Estado-Maior do Exército em Brasília

Ao final, fez questão de cumprimentar um a um os que saiam, pois, também ele, quando Tenente Coronel, Comandara este histórico Grupo.  


 

 

Quando se dirigia ao PC do Comando o General Katibe foi homenageado pelo Tenente Capella e alguns Oficiais R/2.

Recebeu um Diploma do GRUPO HISTÓRICO LIBERTADORES DE MONTESE.

Depois, um Capacete da Segunda Guerra Mundial dos usados naquela histórica e famosa batalha.

 

 

 

 

 


Desfile em continência ao General Katibe, Comandante da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.

 

 


CONTINUA: Parte 2 - A canção da Artilharia de Costa

 

 

 


 

Joomlashack