O Comandante convidou Dona Ivone Tramontin, viúva do Capitão Tramontin e o General Ribeiro Rocha a colocarem flores no monumento aos Náufragos, guardado por Cadetes da AMAN. Neste momento a já tradicional no 21 GAC Banda Brazilian Piper, em conjunto com a Banda da AD/1, executou o triste hino Amazing Grace.

 

 

 


Já usei este titulo em 2015... Parte das tradições desta Unidade histórica que é o 21º GAC.

O Brasil vive dias negros, no buraco sob o enfoque econômico, pior ainda sob o político.

Para piorar (se é que se pode) vivemos os últimos dias de uma campanha para Presidente (e outros cargos) onde se antagonizam a esquerda e direita, a primeira, instigando a militância na divisão do (polaridade) país em “nós e eles” o que levou o candidato da direita a levar uma facada quase mortal em Juiz de Fora...

Infelizmente este é o Brasil em que vivemos e o povo só pensa em futebol. Não conhece nenhum herói de verdade e faltam valores morais além de educação de qualidade.

Só as Forças Armadas cultuam estes valores, éticos e morais e, principalmente, rendem homenagens todos os anos aos verdadeiros heróis da Pátria.

Ao final deste artigo, as últimas cerimônias destes mesos heróis, que tive o privilégio de assistir, neste belíssimo  aquartelamento onde servi de 1965 a 1970.

O dia escolhido para juntar as duas belas cerimônias, a dos Náufragos e a do Primeiro Tiro de Artilharia na FEB, foi a quinta-feira, 27 de setembro (2018).

Fazia um calorão quando cheguei (quase 40 graus) às 13 horas. E pena que ninguém fotografou a forma calorosa com que fui abraçado por dois grandes amigos assim que passei (ao largo) pelo tapete vermelho: O Major Backer, Subcomandante do 21 GAC e meu xará, Luiz Eugenio Serra, Comandante da Bateria Comando da AD/1 (meu nome é LUIZ EUGENIO Mergulhão, mas nem eu nem o Serra somos o candidato Luiz Eugenio de um pequeno partido por aí –rsss – Nota do Autor).

Mas quando descemos do PC do Comandante até o local da cerimônia, um vento forte e frio mostrava a frente fria chegando ao Rio...

Velhos Chefes Militares, o mais antigo há anos, o General de Exército Ney, antigo Comandante Militar do Sul, continuavam presentes enquanto idade e a saúde o permitiam.

Presidia a cerimônia, o General de Brigada  Antonio RIBEIRO da ROCHA Neto, Comandante da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.

Prestadas as honras militares ao Comandante da Ad/1, o Major Backer, Subcomandante do 21 GAC, apresentou a tropa e foi autorizado a prosseguir pelo General Ney.  

A tropa, disposta sobre a Muralha que protegia o centenário Forte de ataques vindos da praia, acompanhada da Banda da AD/1, entoou a canção do Expedicionário.

O Comandante convidou Dona Ivone Tramontin, viúva do Capitão Tramontin e o General Ribeiro Rocha a colocarem flores no monumento aos Náufragos, guardado por Cadetes da AMAN.

Neste momento a já tradicional no 21 GAC Banda Brazilian Piper, em conjunto com a Banda da AD/1, executou o triste hino Amazing Grace.

Amazing Grace é um Hino religioso cuja letra é de autoria do inglês John Newton e a melodia de autor desconhecido.  Foi impresso pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779). Quando “Amazing Grace” foi publicado pela primeira vez no “Newton’s Olney Hymns” somente a letra fora impressa sem partitura musical alguma. Acredita-se também que o texto era recitado na época e não cantado. Este Hino tem sido usado ao longo dos anos como uma elegia (Na literatura, Elegia é uma poesia triste, melancólica ou complacente, especialmente composta como música para funeral, ou um lamento de morte).

Depois de um curto tempo na Marinha Real, John Newton iniciou sua carreira como traficante de escravos. Certo dia, durante uma de suas viagens, o navio de Newton foi fortemente afetado por uma tempestade. Momentos depois de ele deixar o convés, o marinheiro que tomou o seu lugar foi jogado ao mar, por isso ele próprio guiou a embarcação pela tempestade. Mais tarde ele comentou que durante a tempestade ele sentiu que estavam tão frágeis e desamparados e concluiu que somente a Graça de Deus poderia salvá-los naquele momento. Incentivado por esse acontecimento e pelo que havia lido no livro, Imitação de Cristo de Tomás de Kempis, ele resolveu abandonar o tráfico de escravos e tornou-se cristão, o que o levou a compor a canção Amazing Grace (em português: "Graça Maravilhosa"). Amazing Grace (Sublime Graça ), é um dos hinos mais cantados por denominações, há muitas versões desta canção.

Este Hino tem sido usado ao longo dos anos como uma elegia (Na literatura, Elegia é uma poesia triste, melancólica ou complacente, especialmente composta como música para funeral, ou um lamento de morte).

Após esta belíssima cerimônia em reconhecimento aos que perderam suas vidas em defesa da Pátria, passamos a atenção para um Obuseiro de 105 mm, guarnecido por militares com uniformes da II Guerra Mundial.

Foi oferecido ao Comandante pela família do Cabo Apontador da Peça Monte Bastione, daquele histórico dia, seu retrato que irá para o Museu da Unidade. 

Foi lido um texto alusivo e depois em uma gravação original, ouvimos às 14:22 horas (da hora local na Itália) a missão de tiro original onde o Comandante do 21 GAC, Tenente Coronel Julio, convidou o General Ney para dar a Ordem de Fogo.

Ao final ouvimos as palavras do Comandante, Tenente Coronel de Artilharia Júlio de Oliveira Soares.

 

 


Artigos dos anos anteriores

 

Homenagem aos Náufragos e Primeiro Tiro na FEB (2017)

 

Primeiro Tiro de Artilharia da FEB (2017)

 

Duas grandes cerimônias no 21º GAC (2016)

 

A tristemente linda Cerimônia dos Náufragos (2015)

 

 

 

 


 

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