Amazing Grace é um Hino religioso cuja letra é de autoria do inglês John Newton e a melodia de autor desconhecido.  Foi impresso pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779). Quando “Amazing Grace” foi publicado pela primeira vez no “Newton’s Olney Hymns” somente a letra fora impressa sem partitura musical alguma. Acredita-se também que o texto era recitado na época e não cantado. Este Hino tem sido usado ao longo dos anos como uma elegia (Na literatura, Elegia é uma poesia triste, melancólica ou complacente, especialmente composta como música para funeral, ou um lamento de morte.)

 

 


 

 

Detrás do belíssimo monumento do Grupo Monte Bastione na II Guerra Mundial, sai um soldado gaiteiro tocando Amazing Grace, enquanto eram lidos os nomes de todos os náufragos... Ao final dos quais, foi dada uma salva fúnebre de três tiros pela tropa em frente. 

Amazing Grace é um Hino religioso cuja letra é de autoria do inglês John Newton e a melodia de autor desconhecido.  Foi impresso pela primeira vez no Newton's Olney Hymns (1779). Quando “Amazing Grace” foi publicado pela primeira vez no “Newton’s Olney Hymns” somente a letra fora impressa sem partitura musical alguma. Acredita-se também que o texto era recitado na época e não cantado.

Depois de um curto tempo na Marinha Real, John Newton iniciou sua carreira como traficante de escravos. Certo dia, durante uma de suas viagens, o navio de Newton foi fortemente afetado por uma tempestade. Momentos depois de ele deixar o convés, o marinheiro que tomou o seu lugar foi jogado ao mar, por isso ele próprio guiou a embarcação pela tempestade. Mais tarde ele comentou que durante a tempestade ele sentiu que estavam tão frágeis e desamparados e concluiu que somente a Graça de Deus poderia salvá-los naquele momento. Incentivado por esse acontecimento e pelo que havia lido no livro, Imitação de Cristo de Tomás de Kempis, ele resolveu abandonar o tráfico de escravos e tornou-se cristão, o que o levou a compor a canção Amazing Grace (em português: "Graça Maravilhosa"). Amazing Grace (Sublime Graça ), é um dos hinos mais cantados por denominações, há muitas versões desta canção.

 

 

Este Hino tem sido usado ao longo dos anos como uma elegia (Na literatura, Elegia é uma poesia triste, melancólica ou complacente, especialmente composta como música para funeral, ou um lamento de morte).

 

 

A cerimônia aconteceu na Praça Força Expedicionária Brasileira onde encontra-se um monumento em homenagem aos náufragos dos navios Baependy e Itagiba. O Monumento é composto de uma base de concreto com uma placa descritiva. Em sua parte superior há duas placas de mármore negro, desalinhados, representando as duas metades dos cascos dos navios Baependy e Itagiba por terem sido torpedeados respectivamente em 15 e 17 de agosto de 1942.

Em sua parte inferior há uma grande pedra de mármore branco representando as águas do Oceano Atlântico onde repousam os corpos dos militares desaparecidos.

 

Mas vamos começar do início. Cheguei, cumprimentei do anfitrião, Coronel Célio Simão da Cruz e conheci o Tenente Coronel Batouli que veio do Gabinete do Comandante do Exército para a AD/1 (onde está como CHEM) mas já é o Comandante nomeado para substituir o Cel Simão em 27 de janeiro.  

Logo foram chegando os convidados, Tenente Capella da AORE/RJ, o General Castro e Cel Roberto, antigos Comandantes, General Ney, antigo Comandante Militar do Sul e mais antigo presente, e o Coronel Luciano Batista de Lima, antigo Comandante do 21 GAC (que passou o Comando para o atual, Cel Simão), a maior autoridade da ativa presente.

 

 

Lá ao lado do Salão Nobre, uma novidade. O Museu que estava no Forte do Pico desceu, pois, aqui embaixo, terá muito maior visibilidade com suas peças raras, como a Bandeira de guerra do Grupo na II Guerra Mundial.

 

 

A tropa já estava em suas posições no dispositivo na Praça Força Expedicionária Brasileira, a Bandeira Nacional e de todos os Estados tremulando nos mastros e os convidados se acomodando nos palanques montados diante dos monumentos. 

 

 

Dois convidados que anualmente marcam presença e, apesar da avançada idade, ainda estão conosco, o Tenente Dálvaro, sobrevivente dos naufrágios do Baependy e Arará, ambos no mesmo dia torpedeados pelo submarino nazista U-507 e a Senhora Ivone Tramontin viúva do Capitão Tramontin, sobrevivente do naufrágio do Itagiba

Este submarino alemão, o U-507, ficou particularmente conhecido no Brasil pelo fato de ter afundado, em agosto de 1942, em um espaço de três dias, seis embarcações brasileiras (Baependi, Araraquara, Aníbal Benévolo, Itagiba, Arará e Jacira), ocasionando a morte de mais de seiscentas pessoas, fato este que determinou a entrada oficial do país na Segunda Guerra Mundial.

 

Logo o Cap Hélcio anunciou que as autoridades acompanhadas do Comandante se aproximavam do local da cerimônia. 

 

 

E foram prestadas as honras militares ao Cel Lima e, em seguida, o Ten Cel Pimentel, Subcomandante do Grupo, apresentou a tropa e pediu permissão para dar início à cerimônia. O Cel Lima respondeu o tradicional "aguarde" que, elegantemente, perfilou-se ao General Ney, o mais antigo presente, que autorizou. 

 

 

Autorizado o Ten Cel Pimentel pelo General Ney, prosseguiu o Cap Hélcio em sua alocução: “Esta solenidade tem por finalidade prestar homenagem aos militares desaparecidos e aos náufragos dos navios Baependy e Itagiba, torpedeados pelo submarino alemão U-507 em agosto de 1942.”

 

 

História do Brasil, hoje, só temos nas solenidades das Forças Armadas. O Exército, sempre fiel a suas tradições, reverencia, anualmente, seus mortos nos mais diferentes conflitos. E, cada texto alusivo a essas datas, é uma aula VIVA de HISTÓRIA com letras maiúsculas...

 

 

 

 

 

“Encontram-se presentes nesta solenidade, ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira, criada por ocasião da Segunda Guerra Mundial e o Exército Brasileiro presta nesta ocasião a merecida homenagem àqueles que com sacrifício, bravura e glória, souberam defender a honra da Pátria e os ideais de liberdade e democracia“. “Serão dados os toques de sentido e de presença de ex-combatente”. O locutor convidou à assistência – onde se incluía um grande grupo de estudantes, a sentar e prosseguiu na narrativa:

 

 

“Há 72 anos atrás nossa Pátria querida foi agredida de forma covarde pelo inimigo! Como diz a canção Fibra de Heróis, o povo varonil de nossa Pátria não consentiu, e nem consentirá, que a nossa bandeira seja manchada. Após os torpedeamentos de nossos navios mercantes em 1942, o Brasil foi à guerra e combateu, com fibra de heróis, o inimigo nazi-fascista.

 

 

O 21º Grupo de Artilharia de Campanha, que tinha a denominação de 2/1º Regimento de Obuses Autorebocados integrou a Força Expedicionária Brasileira, enquadrado na Artilharia Divisionária, e realizou, em solo italiano, o primeiro tiro da Artilharia brasileira na Segunda Guerra Mundial. Um dos heróis que morreu no naufrágio do navio Itagiba, em 17 de agosto de 1942, foi o Primeiro Tenente Alípio Napoleão de Andrada SerpaNo desejo de salvar a todos os seus comandados, morreu tragado pelo oceano, vítima da ação cruel e covarde dos nazistas.

 

 

O desassombro do Tenente Alípio Serpa, brioso Oficial do nosso glorioso Exército, ficou como um belo exemplo para todos os brasileiros. Enquanto o navio afundava, um soldado encontrava-se transtornado em busca de um salva-vidas. Ao vê-lo, o Tenente Serpa disse: “- Calma Figueiredo, muita calma!” e entregou o seu próprio salva-vidas para o soldado dizendo “sairei depois de todos os meus soldados, fique com o salva-vidas.” Quando foi cadete na Academia Militar, o Tenente Serpa usou o espadim de nº 289, o qual foi retirado de circulação “em virtude de ato de bravura por ele praticado, por ocasião do torpedeamento do navio Itagiba”.

 

 

Tal peça foi recolhida ao museu escolar com a ficha respectiva, sendo nela inscritas, em letras vermelhas, o motivo que determinou sua retirada de circulação. Em 15 de agosto de 2013, o espadim foi doado pela AMAN ao 21º GAC, passando a integrar o acervo histórico do Grupo Monte Bastione.

 

 

 Neste momento – prosseguiu o capitão Hélcio, o espadim que pertenceu ao então Cadete Serpa, dará entrada na Praça Força Expedicionária Brasileira. Dois Soldados incorporados no corrente ano que mais se destacaram em suas Subunidades, conduzirão o espadim do Tenente SerpaComo memorial ao seu ato heroico, o espadim do Tenente Serpa permanecerá sobre o Monumento aos Náufragos durante o tributo àqueles que morreram nos naufrágios."

 

 

 

O Comandante convidou Dona Ivone Tramontin e o Tenente Dálvaro a receberam o espadim dos Soldados e o colocarem no monumento o que, após o exórdio do corneteiro, voltaram a seus lugares.

 

 

Neste momento a Banda Brazilian Pipers, conduzida pelo Mestre J. Paulo, retirou-se do dispositivo.

 

 

A Banda já foi incorporada ao 21 GAC e participa de todos os grandes eventos. Descoberta pelo Comandante anterior, Coronel Luciano Batista de Lima ali presente e vibrando, teve solução de continuidade no Comando do Coronel Célio Simão da Cruz que, ao final desta formatura, promoveu no novo refeitório os parabéns ao Mestre José Paulo, aniversariante. 

 

 

 

 

Em seguida, o Comandante acompanhado da Sra Tramontin, do Ten Dálvaro, do Cel Lima e os Oficiais Generais presentes, colocaram flores no monumento aos Náufragos.

 

 

O Monumento aos Náufragos foi inaugurado em 2001 no comando do Cel Roberto (também ali presente). O projeto do monumento foi elaborado pelos então Cap Lima e Ten Benedetto. Após fazer o desenho do monumento os oficiais prepararam uma pequena maquete de papel e apresentaram ao Cmt da unidade que aprovou o projeto.

 

 

O monumento mudou de local três vezes.

 

 

Foi inaugurado no quartel de São Cristóvão.

 

 

Foi desmontado e reconstruído no quartel de Niterói pelo Cel Antonio Marques, que instalou o monumento no pátio de formaturas.

 

 

E por fim foi levado para a Praça FEB no comando do Cel Lima que, quando era capitão, assinou o projeto e se encarregou de construir o monumento no seu primeiro local.

 

 

O texto que foi lido a respeito da descrição do monumento, foi escrito pelo então Cap Lima quando servia no 21º GAC em São Cristóvão.  O mesmo texto se perpetuou até hoje.

 

 

Ao final, perfilaram-se e ouvimos o Toque de Silêncio.

 

Ao final ouvimos as bênçãos do Capitão Capelão Carvalho Lima da Artilharia Divisionária Cordeiro de Farias (AD/1)...

 

 

E a cerimônia terminou com as palavras do Comandante, Coronel de Artilharia Célio Simão da Cruz, já em seu último ano de Comando, quando, depois de janeiro, assumirá a Chefia de Estado-Maior da AD/1.  

 

 

Após o Tenente Coronel Pimentel pedir permissão para encerrar a solenidade, os convidados fora se dirigindo ao refeitório para uma confraternização e passaram por um corredor feito pela Banda Brazilian Pipers que tocava magistralmente como sempre.

 

 

E lá vinha, todo contente com o jovem mascote no colo, o Coronel Lima, descobridor e incentivador da Banda. 

 

 

E a Banda toca o "parabéns para você" para o Meste J. Paulo que aniversaria...

 

 

 

Enfim, não foi uma festa. Foi a reverência à memória dos que tombaram, deram à Pátria o seu bem mais precioso: a vida!

 

 

 

 


 

 

Joomlashack