Se o leitor e a leitora leu a programação do domingo, dia 21, viu que o DIA VERDE era dividido igualmente em palestras e tiro com o Fuzil IMBEL IA2.

Se leu atentamente estes artigos, viu que ao embarcar de volta para o Rio, o pessoal da INFRAERO que fiscaliza as bagagens de mão, viu no Raio X o chaveiro que o XX ENOREX distribuiu de brinde e numa imbecil truculência não permitiu que embarcasse, sendo descartado.

Ora, mostrei que era um simples chaveiro, como munição já usada (pega-se um estojo usado, fura-se no bolso da espoleta para soldar a correntinha e coloca-se uma ponta dando algum banho químico para embelezamento) que não tem nenhuma utilidade além da lembrança do evento.

De nada valeram as argumentações que não oferecia nenhum perigo, pois, a autoridade, além da letra da lei, tem de ter bom senso e parece que no grandão que me atendeu, faltaram neurônios... Guardei a caixinha vazia como lembrança.

Atentou para o drama acima? Pois sabe quais eram os prêmios de 1º e 2º lugares no tiro???

Desde que a ANAC baixou norma para as Cias aéreas cobrarem bagagem que o que se vê é um mundo de mochilas e bagagens de mão que ocupam os lugares apropriados sobre as cabeças, lotando as aeronaves, algumas, pedindo pelo amor de Deus que voluntários despachem gratuitamente...

E, se no drama acima, criaram caso com um chaveiro em formato de munição de fuzil, imagine se eu apareço com o FUZIL inteiro????

Em razão disso, não acompanhei os Oficiais R/2 no DIA VERDE e fui com as mulheres, no “city tour” apropriadamente denominado de OUTUBRO ROSA...

Nos ônibus tínhamos os Tenentes da AORE/SC Rubens e Reimer (a que chamavam de Paulo) e uma Guia contratada, Miriam.

O primeiro lugar em que paramos foi na Rua das Palmeiras que termina em um palácio imperial jamais usado pela família de D. Pedro II, mas que foi um presente para Dona Francisca.

O Palacete precisa de uma reforma para se tornar o Museu do Imigrante... Mas passeamos pelos seus jardins. Chovia e parava. Aliás, o tempo em Joinville eu poderia explicar em chove em um dia e no outro não... Ou seria dia sim e dia não?

Museu Nacional de Imigração e Colonização localizado na cidade de Joinville, norte de Santa Catarina, guarda memórias, histórias e objetos relacionados à imigração no Sul do Brasil. A sua criação foi pela Lei Federal nº 3.188 de 02/07/1957, e se dedica a recolher objetos e documentos escritos relacionados ao processo histórico de imigração e colonização.

Quando criado o Museu, o então Serviço do Patrimônio Histórico Nacional firmou convênio com a Prefeitura Municipal de Joinville com o objetivo de instalar esta Unidade Museológica. Para isso, foi criada uma Comissão de Cidadãos Voluntários, partidários da política de preservação, para recolher objetos relacionados à imigração.

Atualmente, a propriedade que compreende uma área de 6 mil m², possui espaços expositivos que contam histórias da vida rural e urbana da região.

Apesar de já ser grande, o terreno era ainda maior na época em que o casarão foi construído, pois contava com a “Alameda Brüstlein” ou Rua das Palmeiras como parte integrante do jardim. Em 1873 quando as palmeiras imperiais foram plantadas no local em que se encontram, não existia a atual Rua Rio Branco, a rua do Museu, de modo que acesso principal se dava pela Rua das Palmeiras, que nos primeiros anos era uma via particular. Foram plantadas inicialmente 56 palmeiras, número que diminuiu para 52, quando foi necessária a abertura da Rua Rio Branco e a ampliação da Rua do Príncipe. Atualmente há em torno de 90 palmeiras, número que aumentou em virtude da preocupação de manter a rua com sua espécime original, visto que as palmeiras imperiais tem vida máxima de 200 anos.

Desde 1957, o Museu é uma instituição que foi criada para tratar da imigração no sul país. Assim, encontra-se inscrito no Roteiro Nacional de Imigração (IPHAN/MINC), projeto de pesquisa e preservação do patrimônio cultural das comunidades descendentes de imigrantes (alemães, italianos, poloneses, ucranianos, entre outros).

O Casarão, também conhecido como "Maison de Joinville" teve o início da sua construção em 1867 e foi concluído em 1870, o projeto da casa foi elaborado por Frederico Bruestlein, administrador dos bens do Príncipe de Joinville.

 

O Sr. Frederico Bruestlein, em 15 de outubro de 1865, assumiu o cargo de representante do Príncipe de Joinville e do Duc d’Aumale. Encontrou ele uma velha casa de administração em estado deplorável, o madeiramento do terraço apodrecido e meio caído além haver cupins na casa de habitação a qual uma reforma seria inviável.

Em 13 outubro de 1866 com o objetivo de ser a administração dos bens do Príncipe de Joinville e também a sede administrativa da Colônia Dona Francisca, Brüstlein entregou o projeto para aprovação, a verba inicial foi de 10 contos de reis. Escolheu então o Sr. Bruestlein o terreno apropriado para a nova construção. A habitação antiga achava-se no terreno do Príncipe de Joinville, uma área de 100 X 100 braças quadradas (equivalente a 48400 m²) num terreno de frente à “Ziegelstrasse”, hoje Rua do Príncipe. O padrão de arquitetura do casarão é inspirado nas casas da burguesia de Paris

O termo “Palácio dos Príncipes”, o qual é equivocadamente chamado, que não foi construído para servir de residência aristocrática à família Orleans, mas sim, em forma de simples “casarão colonial ao estilo burguês destinado para casa de administração na Colônia Dona Francisca. Nunca foram encontradas cartas ou documentos da época a designação da palavra “Palácio”. Aparece pela primeira vez num anúncio publicado na “Colonie Zeitung” de 23 de maio de 1874, que foi transcrita: “Argolinha. Terá lugar a corrida às 3 horas da tarde em frente ao PALÁCIO DE SUA ALTEZA o Sr. Príncipe de Joinville no dia 24 do corrente. E dará seu baile na casa do Sr. Kalotschke no mesmo dia. Outrossim quem achar a lista dos sócios da Argolinha entregar ao João Baptista que gratificará”.

A "Maison de Joinville" foi tombada pelo antigo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN) em 1939 por conta da importância histórica para a cidade de Joinville, sendo uma das primeiras construções fora do litoral brasileiro a serem tombadas e que não estava ligada diretamente a "brasilidade" em alta na época.

Após a morte do Sr. Bruestlein, outros representantes dos herdeiros dos príncipes viveram no casarão com suas famílias até 1957, quando foi adquirida pela Prefeitura de Joinville dos herdeiros do Príncipe. Durante quatro anos ficou fechada para a adaptação de casa para museu tendo a sua aberta como museu em 1961.

A casa conta com piso térreo e mais dois pavimentos. O piso térreo e o primeiro andar possuem colunas externas que formam uma varanda circundando quase toda a residência em seus respectivos andares. O segundo andar não possui varanda circundante. O telhado da casa tem duas águas, uma que dá para frente e outra para trás. O segundo andar esta dentro do telhado, deste modo as varandas neste andar são laterais e não circundantes.

Não há laje de concreto entre os pavimentos, sendo estes separados pelo forro do andar inferior e o assoalho do andar superior, ambos feitos de madeira. Não há colunas de aço tampouco de concreto armado, toda a sustentação dos andares é feita distribuindo-se o peso nas paredes de tijolos e nas colunas externas feitas do mesmo material. Pode-se notar que as paredes do térreo possuem uma grande espessura, se comparadas às atuais paredes, e vão diminuindo andar por andar. A principal cor do casarão é o branco, sua cor original vem do material empregado em sua pintura, a cal. 

 

CONTINUA...

 

 


 

Joomlashack