Gripen F brasileiro faz primeiro voo de 40 minutos e entra na campanha de testes; veja vídeo

Primeiro voo leva a versão biposta à campanha de testes, etapa que antecede aceitação e futura entrega à Força Aérea Brasileira.



Gripen F brasileiro faz primeiro voo de 40 minutos e entra na campanha de testes; veja vídeo

O caça biposto já saiu do solo; agora começam os ensaios que vão preparar sua chegada à FAB, 40 minutos no ar bastaram para colocar o primeiro Gripen F brasileiro na etapa que realmente define seu caminho até a Força Aérea Brasileira. Agora, a aeronave começa uma campanha de testes para validar sistemas e desempenho antes dos procedimentos de aceitação.

O que o primeiro voo do Gripen F brasileiro confirmou

O primeiro voo do Gripen F brasileiro ocorreu em 28 de agosto, em Linköping, na Suécia, e durou cerca de 40 minutos. O teste verificou o funcionamento dos sistemas centrais e o desempenho inicial do caça.

A Saab colocou dois pilotos no voo. Jakob Högberg comandou a aeronave, acompanhado pelo tenente-coronel aviador Abdon de Rezende Vasconcelos, piloto de testes da FAB.

Na prática, esse voo funciona como a primeira checagem em condições reais. A aeronave agora pode avançar para ensaios mais amplos, enquanto a equipe avalia diferentes sistemas e comportamentos previstos no programa.

O próximo estágio interessa tanto quanto a decolagem, os testes precisam terminar antes da aceitação e da preparação para entrega à FAB.

Gripen brasileiro cockpit dois pilotos

Piloto da FAB participou da estreia

A presença brasileira no cockpit dá um peso operacional ao teste. O piloto da FAB acompanha uma etapa que precisa aproximar o comportamento do avião das exigências reais de quem vai empregá-lo.

Confira o vídeo no x oficial Sangue Verde-Oliva:

Por que o segundo cockpit muda o papel do caça

O segundo cockpit amplia a utilidade do Gripen F brasileiro porque permite treinar pilotos na própria plataforma que eles encontrarão no Gripen E. A configuração ainda pode dividir tarefas durante missões mais complexas.

Imagine a diferença entre aprender a dirigir apenas em um simulador e treinar no mesmo carro usado no trabalho. O conceito segue essa lógica: instrutor e piloto podem compartilhar a cabine e os procedimentos.

A versão biposta foi desenvolvida pela Saab em parceria com a indústria brasileira. A participação nacional envolve atividades de engenharia, produção e outras áreas do programa.

O detalhe menos óbvio está no uso operacional. O segundo tripulante pode ajudar no gerenciamento de sensores, sistemas de missão e armamentos, reduzindo a carga de trabalho do piloto em determinados cenários.

Essa função ajuda a explicar por que o caça de dois lugares interessa à FAB para além da formação.

Gripen F brasileiro realiza primeiro voo em Linköping

O que falta antes da chegada à FAB

O Gripen F brasileiro ainda precisa cumprir a campanha prevista de ensaios e passar pelos procedimentos de aceitação antes da entrega. A Saab não informou, no comunicado do primeiro voo, uma data específica para a chegada da aeronave ao Brasil.

O programa, porém, ganhou outro movimento recente. Em julho de 2026, Saab e Embraer assinaram um acordo-base para uma possível produção de 20 Gripen adicionais no complexo de Gavião Peixoto, em São Paulo.

Esse cenário coloca o primeiro voo do Gripen F dentro de uma relação industrial maior entre Brasil e Suécia. A próxima referência concreta será a conclusão dos testes e a aceitação da aeronave.


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