O Exército Brasileiro acaba de aposentar o M109 A3 no 22º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, o histórico “Grupo Uruguaiana”. Sete obuseiros M109 A5 chegaram à unidade, no Rio Grande do Sul, após passarem por manutenção no Parque Regional de Manutenção da 5ª Divisão de Exército.
A troca muda mobilidade, proteção e alcance do sistema de armas e marca o fim de décadas de uso do modelo anterior na fronteira.
A cerimônia militar integra o Subprograma Estratégico Sistema de Artilharia de Campanha, programa que já vem renovando o parque de obuseiros de várias brigadas do país.
O 22º GAC AP, subordinado à 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, já operava alguns M109 A5 desde 2022, mas ainda dividia a frota com o A3. Agora, a substituição fica completa.
Canhão M284 e alcance ampliado
O Exército não para no A5. A plataforma segue sendo atualizada para a configuração M109 A5+BR, voltada a operações de alta intensidade. O padrão incorpora o canhão M284, de 155 mm e 39 calibres, mesmo conjunto tubo-reparo usado no M109A6 Paladin americano.
Segundo dados técnicos já divulgados sobre o programa, a mesma carga de propelente rende até 20% a mais de alcance em relação à configuração anterior. Já os sistemas de controle de tiro foram revistos para acelerar o processamento das missões de fogo.

Sete obuseiros M109 A5 foram entregues ao 22º GAC AP após manutenção pesada | Foto: Divulgação/Exército Brasileiro
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Sistema Gênesis e comunicação digital
No quesito eletrônica, a viatura ganhou o Sistema de Georreferenciamento Gênesis, desenvolvido pela IMBEL, responsável pelo posicionamento preciso e pela exatidão dos disparos.
Também entram o rádio digital Falcon III e o sistema de intercomunicação Thales SOTAS, que organiza o fluxo de voz e dados entre os operadores.
Juntos, os três sistemas aumentam a consciência situacional da guarnição e a interoperabilidade com outras unidades de artilharia, ganho real de integração, mas que ainda depende de mais entregas para chegar a todas as brigadas do país.
De onde vieram os obuseiros
Os M109A5 não são viaturas novas de fábrica. Vieram de um lote de material excedente adquirido dos Estados Unidos, revitalizado ao longo dos últimos anos em parques regionais de manutenção do Exército.
É uma solução mais barata que comprar plataformas novas, mas que exige ciclos longos de restauração, o que explica por que a substituição do A3 em Uruguaiana só se completou agora, anos depois do início do programa.
